Um terreno baldio, que graças ao esforço de João Ferreira, aposentado de 63 anos, deixou de ser um depósito de lixo para virar um projeto de Rua, teve seus planos frustrados pela ação do Corpo de Bombeiros da Trindade.No cruzamento da Rua Professor Bento Águido Vieira com a Luiz Oscar de Carvalho, havia um terreno completamente abandonado que os moradores começaram a usar como lixão. O cheiro que aquele lugar provocava era terrível e teria piorado se não fosse a iniciativa de Seu João, que auxiliado do vizinho contratou um homem que fizesse a limpeza daquele local de mês em mês. Não satisfeito, Seu João entrou com um pedido junto à prefeitura para que a princípio proibissem aquele lugar de ser um lixo. Pedido aceito e rapidamente executado, em poucos dias foi botada uma placa com a sinalização. O segundo desejo, não só de Seu João, como também de toda a comunidade, é que aquele terreno se tornasse uma rua que ligasse o "BNH" com a Rua Enoé Schutel. Isso teria papel fundamental no desafogamento da rua, que ao contrário da Sérgio Lopes Falcão, passa por problemas em horário de pico, já que é permitido estacionar nos dois lados.
A ideia de Seu João virou projeto, mas não demorou muito para que tudo fosse perdido. Segundo Gilmar da Silva, aposentado de 58 anos e morador da Trindade, há 3 anos o Corpo de Bombeiros estendeu sua área de forma questionável, acabando com o sonho dos moradores daquela região. Para cercar o "puxadinho" da corporação, foram construídos muros que a isolaram de vez.
Quem passa pela Rua Professor Odilon Fernandes, do outro lado do muro, leva até um susto ao ver um corte inexplicável no meio da rua que poderia ser o continuação da Luiz Oscar de Carvalho.
Ao fim de meus questionamentos, Gilmar ainda me alertou de que do outro lado daquela mesma rua havia sido feito algo muito semelhante. A ligação daquela região com a Avenida Madre Benvenuta foi cortada por mais uma corporação militar, no caso, a Academia de Polícia.
Parabéns Marcelo!
ResponderExcluirComo sempre, teu trabalho está excelente!!